Diálogos pela Liberdade se une ao 30 de Julho – primeiro Dia Mundial das Nações Unidas contra o Tráfico de Pessoas

World_TIP_Day_Illustration_ENA cada ano, milhões de crianças, mulheres e homens de todas as regiões do mundo são traficadas, tendo sua esperança roubada. Para marcar o primeiro Dia Mundial das Nações Unidas contra o Tráfico de Pessoas, 30 de julho, estamos incentivando as pessoas em todo o mundo para ajudar.
Junte-se à campanha #igivehope hoje e mostre sua solidariedade com as vítimas de tráfico humano. Faça o download do ‘como’ para mais detalhes sobre como se envolver e não se esqueça de se inscrever para o 30 de Julho.

Você está dentro? Maravilha! Aqui está como participar:
– Tire uma foto de você ou um amigo formando um coração com as mãos: é simples, mas simboliza oferecendo esperança para os milhões de vítimas do tráfico.
– Usando a hashtag # igivehope, compartilhe sua foto através de meios de comunicação social e não se esqueça de colocá-la na página do Facebook do Coração Azul: www.facebook.com / BlueHeartHT.
Mais informações: World_TIP_day_leaflet_EN_WEB

Pastoral da Mulher de BH é eleita para o Comitê Interinstitucional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas de MG (CIETP-MG)

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Na tarde desta quarta feira (16) , Lucinete Santos, da Pastoral da Mulher de BH ( Unidade Oblata em Minas Gerais) foi eleita para integrar o Comitê Interinstitucional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas de MG.

A história da Pastoral da Mulher de Belo Horizonte nestes últimos anos  tem forte relação com a promoção de ações e a construção das políticas públicas para a prevenção do tráfico de seres humanos . Boa mostra disso é o Projeto “Diálogos pela liberdade” implementado neste ano  pela nossa Entidade, com apoio do Ministério de Justiça e do UNODC para  levar informação à população, fomentando a área de conhecimento sobre direitos da mulher, sensibilização contra a violência e tráfico de pessoas com fins de exploração sexual, além de realizar ações de prevenção, debates e encontros para formar agentes multiplicadores.

Por esse motivo, a Pastoral apresentou sua candidatura para a seleção de representantes da Sociedade Civil Organizada, das Instituições de Ensino Superior e das Entidades Representativas de Classe para compor o Comitê Interinstitucional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas (CIETP/MG), conforme previsto no Decreto Estadual nº 46.439, de 12 de fevereiro de 2014.

O Comitê é um espaço colegiado que tem a finalidade de articular ações governamentais de enfrentamento ao tráfico de pessoas por meio da conjunção de esforços do poder público e da sociedade civil nas diversas áreas relacionadas à temática do tráfico de pessoas, com o objetivo de implantar, executar, subsidiar, monitorar e avaliar as políticas públicas de enfrentamento ao tráfico de pessoas em todo o Estado. Essa políticas são relativas à prevenção, atenção àqueles em situação de tráfico de pessoas e aos seus familiares, bem como à repressão e responsabilização dos autores deste crime.

Cada instituição dispôs de 10 minutos para apresentar suas atividades e motivação para  a candidatura. Cinco entidades representativas da Sociedade Civil foram eleitas. Por número de votos foram as seguintes: Movimento Nacional de Direitos Humanos,  Pastoral da Mulher de BH, JOCUM,  Providência Nossa Senhora da Conceição e Centro Zamni do Serviço Jesuíta a Refugiados.

Como representante de Instituições de Ensino Superior foi eleita a Universidade Federal de Uberlândia – Centro de Referência em Violência e Segurança.

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Pastoral da Mulher recebe representante do Ministério de Justiça e UNODC

A Unidade Oblata em Minas Gerais (Pastoral da Mulher de Belo Horizonte) realiza ações de prevenção ao tráfico de pessoas por meio do projeto financiado pela  SNJ (Secretaria Nacional de Justiça) e pelo  UNODC (Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime).

Nesta quarta-feira, 16 de julho, a Pastoral da Mulher recebeu uma visita técnica da Consultora da SNJ e UNODC, Elisangela Machado, para acompanhar o andamento das atividades programadas, que também integram o Projeto Diálogos pela Liberdade. Dentre os objetivos dessa visita, está a  orientação para a construção de produtos que possam gerar novos conhecimentos e métodos que possam ser replicados como aprendizagem qualificada na área da prevenção ao tráfico de pessoas.

A Equipe teve a oportunidade de partilhar informações e expor a missão e o trabalho da Pastoral na área de gênero, crescimento humano, promoção dos direitos humanos e da cidadania das mulheres em situação de prostituição, bem como relatou as últimas ações realizadas na área de prevenção e sensibilização sobre Tráfico de Seres Humanos. Uma nova visita da Consultora está prevista para o final de Setembro de 2014.

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O Papa convida ex-escravas sexuais sul-coreanas para uma missa em Seul

Um grupo de mulheres sul-coreanas, que foram submetidas à escravidão sexual pelo Exército japonês durante a II Guerra Mundial, foi convidado para participar de uma missa que o Papa Francisco presidirá em Seul em meados de agosto.

Segundo indicou à Efe uma das suas porta-vozes, a máxima autoridade da Igreja católica na Coreia do Sul convidou, para participar do serviço religioso, estas sobreviventes de um cruel episódio, que continua provocando fortes tensões diplomáticas entre Seul e Tóquio.

Prevê-se que o Papa Francisco dedique uma mensagem àquelas que são conhecidas como “mulheres de conforto” durante a missa que presidirá na Catedral de Myeongdong, da capital sul-coreana, no dia 18 de agosto, último dia da visita do Pontífice à Coreia do Sul, confirmaram autoridades locais da Igreja católica. Continuar lendo

TRÁFICO DE MULHERES E PROSTITUIÇÃO: O QUE HÁ EM COMUM?

Por Lucinete dos Santos
De acordo com a OIT (Organização Internacional do Trabalho) o tráfico para exploração sexual corresponde a 92%, sendo que 83% são de mulheres. Pensar no fenômeno do Tráfico Humano em suas diversas modalidades é conceber o sistema no qual estamos inclusos com a globalização que exclui e marginaliza milhares de cidadãos/as em seus direitos básicos e/ou fundamentais. Junto com essa estrutura sócio-histórico-econômico e cultural somam-se as desigualdades de gênero que expõe a figura da mulher ao espaço da subalternidade, da servidão e do exótico.

dados oit

Segundo o ministério da justiça, o perfil das vítimas brasileiras para o tráfico de pessoas corresponde a mulheres, entre 18 e 25 anos; crianças e adolescentes; população afrodescendentes; baixa escolaridade; moradoras de áreas carentes; baixa perspectiva de vida.

Apesar de observarmos atualmente um crescente número de homens e travestis no exercício da prostituição no Brasil, temos dados que caracteriza ainda assim a preponderância de mulheres na atividade, o que nos remete as várias facetas da questão social nos seus múltiplos processos de desigualdade sócio-econômico e de gênero. Podemos dizer em outras palavras que a prostituição no Brasil, em sua grande maioria, tem classe, cor e é do sexo feminino.

A condição da Mulher no Brasil também nos faz compreender o processo da “feminização da pobreza” [i], conceito esse primeiro desenvolvido por Diane Pearce em 1978, que vinculava tal fenômeno ao papel da mulher no mundo do trabalho e a resposta da assistência social nesse quesito. Para a autora, esse conceito se aplicava ao aumento do número de famílias chefiadas por mulheres e que na maioria das vezes precisavam migrar de seu local de origem em busca de melhores condições de vida, o que também conceitua-se “feminização dos deslocamentos” e/ou “feminização da migração”.[ii]  Continuar lendo