Assédio no metrô – Garota, não se deixe intimidar!

O Projeto Diálogos pela Liberdade produziu o vídeo-animação “Assédio no metrô”, que aborda a realidade vivenciada cotidianamente pelas mulheres.  Com a missão de promover a cidadania e a autonomia das mulheres que exercem a prostituição,  a proposta é trazer à tona violações de direitos comuns a todas as mulheres, mas que se agravam quando estas são desqualificadas como pessoas por conta de suas atividades, sendo ainda mais expostas à violência.

Quando se trata de uma garota de programa, o assédio, o sentido de poder e o abuso podem piorar, sendo caracterizados como algo normal. Depoimentos de mulheres atendidas pelo projeto demonstram que a violência passa a ser considerada pela sociedade como algo natural e resultado de seu papel social. Ou seja, a culpa é sempre da mulher que se colocou naquela situação e seus direitos humanos são deixados de lado.

Denúncias desconsideradas, direitos violados, ameaças e assédio fora do local de prostituição foram relatados. A produção do roteiro deste vídeo  tem como inspiração experiências e histórias das próprias mulheres atendidas pelo projeto. Com o objetivo de enfrentar o preconceito, a violência e a desigualdade de gênero, Diálogos pela Liberdade traz questionamentos e convida a refletir. A sensibilização não é algo fácil, assim como a vida dessas mulheres também não é. Faz-se necessário dialogar, denunciar e empoderar as mulheres para que possamos construir um mundo mais justo.

“Toda mulher tem o direito de não sofrer discriminação. Todo ser humano tem direitos, mas sabemos que esses não têm sido respeitados, que tem muita violação de direito no Brasil, e principalmente quando se trata de mulher. Por termos nascido num país machista e preconceituoso, a violação dos direitos humanos tem base em uma cultura hipócrita. Mas se a gente se calar, isso nunca vai mudar. Precisamos ter ousadia  e dizer: sou mulher e mereço respeito, sou uma cidadã e tenho direitos.” 

(Rosa Maria – Mulher atendida pelo

Projeto Diálogos pela Liberdade)

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O projeto

O Projeto Diálogos pela Liberdade é uma iniciativa da Rede Oblata, que trabalha a problemática que afeta diretamente as mulheres que exercem a prostituição. O projeto visa conscientizar sobre o estigma sofrido pelas garotas de programa, trabalhalhando temas como desigualdade de gênero, empoderamento, cidadania, vulnerabilidade social e violações de direitos.

Ofere rodas de conversa, atendimento psicológico, terapias holísticas, cursos de capacitação, orientação e encaminhamento para redes socioassistenciais.

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VÍDEO
Coordenação: 
Diálogos pela Liberdade
Roteiro e Direção Criativa: 
Conectidea - Comunicação & Articulação social
Ilustração/Animação: 
estúdio Black Ink
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Diálogos pela Liberdade divulga a 2ª edição da Revista Garotas do Hotel

Revista Garotas do Hotel 2

Em 2016, foi lançada a 2ª edição da revista em quadrinhos GAROTAS DO HOTEL, material informativo e de sensibilização que tem como tema e público as garotas de programa que atuam nos hotéis da Zona de prostituição da Guaicurus, localizada em Belo Horizonte.

O Projeto Diálogos pela Liberdade é uma iniciativa da Rede Oblata, que trabalha a problemática que afeta diretamente as mulheres que exercem a prostituição. O projeto visa conscientizar sobre o estigma sofrido pelas garotas de programa, trabalhalhando temas como desigualdade de gênero, empoderamento, cidadania, vulnerabilidade social e violações de direitos. A revista é instrumento criativo de aproximação e informação sobre saúde, direitos humanos e temas relacionados às mulheres.

A produção da revista tem como inspiração experiências e histórias das próprias mulheres atendidas pelo projeto, que têm acesso a rodas de conversa, atendimento psicológico, terapias holísticas, cursos de capacitação, orientação e encaminhamento social. Em março de 2017, será lançada a 3ª edição que tocará em outros assuntos trazidos pelo grupo Filhas da Luta, formado por garotas de programa que debatem sobre seus direitos, sonhos, tristezas e perspectivas.

Acesse a revista no link abaixo:

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Coordenação: @dialogospelaliberdade 

Roteiro e Direção Criativa: @conectidea 

Ilustração: @BlackInk.Cursos

ASPROMIG divulga projeto de Museu do Sexo e seleciona residentes para criação de obras

Reprodução imagem fan page aprosmigA APROSMIG está selecionando residentes para o Museu 𝐃𝐀𝐒 𝐏𝐔𝐓𝐀𝐒! , que tem como objetivo a produção de obras com a temática do sexo, a partir das experiências e vivências das prostitutas.

Segundo a associação, os residentes serão os responsáveis pela produção das obras e ficarão um mês imersos nos hotéis da Rua Guaicurus – BH/MG, um dos maiores complexos de prostituição do Brasil.

As inscrições vão até o dia 17 de agosto de 2016.

Podem se inscrever para a residência prostitutas, artistas, pesquisadores, entre outros profissionais. O Museu do Sexo das Putas possui caráter interdisciplinar e, por isso, a variedade de formações será contemplada na escolha dos residentes. Será selecionado pelo menos um residente de cada região do país. É necessário ter disponibilidade para ficar o mês de setembro imerso nos quartos de hotéis. Cada residente receberá a remuneração de R$ 3mil.

Acesse  o edital  AQUI.

Fonte: ASPROMIG 

Diálogos pela Liberdade convida para o lançamento do documentário “O que a vida fez da gente e o que a gente fez da vida”

Convite - Lançamento documentario

A Pastoral de BH vai fazer o lançamento oficial do documentário “O que a vida fez da gente e o que a gente fez da vida“. Este filme foi produzido em 2014, dentro do Projeto “Diálogos pela liberdade”, coordenado pela Pastoral da Mulher de BH, unidade oblata em Minas Gerais. Aborda a trajetória de mulheres guerreiras que exerceram ou exercem a prostituição.  O evento acontecerá o próximo dia 14 de junho, às 20:30h, no Espaço Centoequatro, no Centro da capital belo-horizontina.

“O que a vida fez da gente e o que a gente fez da vida”  é um vídeo-documentário sobre a problemática da prostituição e  sua influência na vida de mulheres atendidas pela instituição, bem como sua relação com a exploração sexual. Também é tratado o fenômeno do tráfico de seres humanos. O objetivo é entender a vulnerabilidade social, cultural e econômica como fator influenciador no desenvolvimento das formas de exploração, abordando também as possibilidades de enfrentamento e sensibilização. Por meio das histórias de vida das entrevistadas, que estão (ou já estiveram) no exercício da prostituição, busca-se revelar o outro lado além de estereótipos, preconceitos e julgamentos, as saídas encontradas e o reflexo da prostituição em suas vidas.

O filme foi legendado em espanhol e inglês, com a finalidade de que possa ser de utilidade para o conjunto de Projetos Oblatas espalhados por mais de 16 países.

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Após a exibição, haverá uma mesa redonda com o tema  “Violação de direitos humanos e estigma na prostituição feminina”, com a participação de Regina Medeiros, Nélio Souto, Isabel C. Brandão e Fernanda Soares.

Convidad@s:

Isabel C. Brandão –   Psicóloga, com Pós-Graduação em Análise Institucional, Esquizoanálise e Esquizodrama. Trabalha desde 2008 na Pastoral da Mulher.

Nelio Souto – Jornalista e Cineasta, diretor do documentário.

Regina Medeiros – Doutora em Antropologia Social e cultural pela Universitat Rovira i Virgili em Espanha.  Sua tese: “Hablan las putas: sobre prácticas sexuales preservativos y Sida en el mundo de la prostitución”.Professora do Departamento de Ciências Sociais da PUC Minas.

Fernanda Soares – Relações Públicas especialista em Mídias Sociais, diretora-fundadora da Conectidea – Comunicação e Articulação Social, co-roteirista do documentário e ativista pelos direitos humanos.

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Pastoral da Mulher
Av.Santos Dumont nº 664 sala 327 
Centro Belo Horizonte/MG 
Contato: comunicaapmm@gmail.com - apmmbh@yahoo.com.br Tel: 3272-7349
Espaço CentoeQuatro
Praça Ruy Barbosa, 104 | Centro
Belo Horizonte | MG | 30.160-000
Telefone: (31) 3222-6457

Diálogos marca presença no Ciclo de Debates da ALMG – Mulheres contra a Violência: Autonomia, Reconhecimento e Participação

Diálogos pela Liberdade na ALMGA Equipe da Pastoral da Mulher de BH, Unidade Oblata em Minas Gerais, participou do Ciclo de Debates “Dia Internacional da Mulher – Mulheres contra a Violência: Autonomia, Reconhecimento e Participação”, na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). O evento faz parte das reflexões propostas pelo Legislativo mineiro a partir do Dia Internacional da Mulher  (8 de março) para abordar os tipos de violência contra a mulher, que vão além da agressão física.

Dentre os objetivos do evento, destaca-se a discussão acerca das diversas situações de violência que as mulheres enfrentam no dia a dia, com foco em questões relativas à raça, orientação sexual, faixa etária, situação de privação de liberdade, mulheres deficientes,  mulheres do campo e da floresta,  quilombolas e às profissionais do sexo. Foi abordada também a importância da desconstrução do machismo na sociedade brasileira para o enfrentamento da violência contra a mulher. A deputada Marília Campos (PT), que acompanhou e participou ativamente neste Ciclo de debates, ressaltou a campanha #NãoSeCale, adotada neste ano para convocar as mulheres à mobilização.

Os debates da manhã, coordenados pela deputada Geisa Teixeira (PT),  abordaram as questões de gênero nas escolas,  violência contra lésbicas, bissexuais e transexuais (LGBT) e a violência contra prostitutas.

A subsecretária de Estado de Informação e Tecnologias Educacionais, Júnia Sales Pereira, falou sobre a violência e as questões de gênero nas escolas. Insistiu em não banalizar este fenômeno, dando o máximo apoio às vitimas para lutar contra  a invisibilidade, registrando estes fatos, já que a violência contra a mulher foi silenciada historicamente e socialmente.

A representante, em Minas Gerais, da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), Anyky Lima, explicou que  a violência contra este grupo social é constante, pois sofrem agressão nas ruas, são humilhadas, roubadas e muitas são assassinadas.

A psicóloga da Pastoral da Mulher de Belo Horizonte, Isabel C. Brandao, participou do Painel “Violência contra as prostitutas”, contextualizando a problemática e expondo como o estigma que sofre a mulher que exerce a prostituição é fonte de todo tipo de violência.  Posteriormente, pudemos assistir ao vídeo Batom com preconceito – Comparando as putas com a gente? produzido pelo Projeto Diálogos pela Liberdade (promovido pela Pastoral  da Mulher de BH) . Neste vídeo de sensibilização apresenta-se um conflito cotidiano vivenciado pelas profissionais do sexo: a ocultação da atividade para manter-se preservada diante do olhar que julga e condena.

Na continuação do debate,  Maria Aparecida Menezes Vieira, coordenadora-geral da Associação das Prostitutas de Minas Gerais, abordou o tema. Para ela, a violência cometida contra as garotas e garotos de programa é invisível para a população. Ela reclamou dos órgãos públicos, e em particular os de direitos humanos, que têm dificuldade para abraçar a causa das prostitutas. Insistiu dizendo que a dificuldade procede de uma sociedade conservadora e preconceituosa, o que torna a questão mais moral e religiosa, do que social ou jurídica.

Diálogos provoca reflexão com o vídeo “Batom com preconceito – Comparando as putas com a gente?”

O estigma que acompanha as mulheres que exercem a prostituição interfere diretamente em suas vidas sociais, seja no contexto familiar, em ambientes públicos, de estudo ou nos próprios locais onde moram. Elas precisam lidar com a insegurança, com o preconceito, discriminação e assédio. Afinal, como ser protagonista nesta situação?

O Projeto Diálogos pela Liberdade vem trazer uma reflexão acerca desta problemática. As garotas de programa acabam sendo reduzidas a uma condição de fragilidade e/ou marginalidade, o que abre brechas para graves violações dos seus direitos, tendo suas vidas sociais e pessoais invadidas com base em sua atividade. Neste segundo vídeo de sensibilização produzido pelo projeto, apresentamos um conflito cotidiano vivenciado pelas profissionais do sexo: a ocultação da atividade para manter-se preservada diante do olhar que julga e condena.

Duas mulheres, duas visões de mundo. Tão perto e tão longe, elas estão cercadas pelos seus dilemas, suas dificuldades e anseios. Compartilham o café, os cosméticos, mas não o modo de pensar. Um simples diálogo revela para o espectador e para a espectadora a luta interior de Rita, que em poucos segundos pode ser desqualificada como amiga, mulher, cidadã, mãe, apenas pelo peso do seu ganha-pão. Sim, a prostituição que é sustentada pelos homens e muitas vezes transformada em negócios lucrativos, torna-se uma via de mão dupla. Não é uma vida nada fácil.

Foi uma escolha? Houve outras saídas ou há uma saída? Esta não é a questão. Ao se revelar ela poderia perder a credibilidade de todas as outras posições que ocupa na sociedade, ter seus direitos vistos como secundários. Apesar de empoderada e consciente, Rita prefere o silêncio e nos convida a refletir sobre a hipocrisia da sociedade.

Informações:
O projeto DIÁLOGOS PELA LIBERDADE busca superar visões distorcidas, moralistas e preconceituosas sobre as garotas de programa, que acabam por colocá-las como “vítimas” ou “coitadinhas”, reduzindo-as aos aspectos de fragilidade, impotência e imobilidade. 

É preciso fomentar a área de conhecimento sobre direitos da mulher e sensibilizar contra a violência de gênero. Nosso objetivo é empoderar as mulheres que exercem a prostituição para que, mediante sua autogestão, melhorem suas condições de vida. Além disso, propomos uma ampla reflexão sobre o tema. | dialogospelaliberdade.com
*Rita e Ana são nomes escolhidos aleatoriamente para as personagens. 

Mulher, mãe, irmã, filha, provedora, cidadã, prostituta. Elas têm direito a melhores condições de trabalho, saúde e segurança, assim como você? PENSE! ENFRENTE SEU PRECONCEITO.

Clique aqui e acesse o vídeo – Assédio no Bar

Idealização

Projeto Diálogos pela Liberdade

Assessoria e Gestão de Projeto

Conectidea – Comunicação e Articulação Social

Realização e coordenação de vídeo

GUILHERME PEDREIRO

Atrizes

CRIS MOREIRA

LUDMILLA RAMALHO

Direção

GUILHERME PEDREIRO

Direção de cena

LEANDRO WENCESLAU

Direção de fotografia

GUILHERME PEDREIRO

Roteiro

NANDA SOARES

Preparação de atores

ODILON SCHAPER ESTEVES

Direção de arte e figurino

THÁLITA MOTTA

Maquiagem

NATALIZ GONZAGA

Assistentes de produção

DAYANNE MIRANDA

GUIDA FELIPE

Assistente de Fotografia e Gaffer

BRENO CONDE

Operação de câmera

THIAGO SILVA COELHO

Operador de ronin

GUILHERME LEMOS

RODRIGO COSTA

Fotografia still e making off

BERNARDO TEIXEIRA

JULIA RESENDE TAVARES

Som direto

NELIO COSTA

Trilhas e sound designer

PEDRO JÁCOME

Montador e colorista

GUILHERME PEDREIRO

Agradecimentos

FERNANDO EVANGELISTA

LEONARDO BARCELOS

HENRIQUE FERREIRA CUNHA

VICTOR GUTEMBERG

ERICK RICCO

FELIPE GURI

RODRIGO FRAGA

Apoio

MISEREOR

CONECTIDEA

A CASA

ESTÚDIOS QUANTA

BIL’S CINEMA E VIDEO

ERA

JAGER FILMES

O Amor é Lindo!

Meu cliente favorito sumiu!

Bobo. Ele saiu fora me devendo. Tantas vezes veio e pagou direitinho; dávamos bem. Conversávamos bastante, falando de tudo. A gente estava se curtindo, eu sei.

O amor é lindo

Mas, desde a semana retrasada veio com uma tristeza na cara dizendo que não ficaria comigo neste dia porque sua firma não o havia pagado.

Eu disse a ele que depois me pagasse; e ficamos. Na verdade, não o cobraria. O agarraria e jogaria pra dentro do meu quarto, se preciso fosse.

Fizemos melhor que as outras vezes. E demorado mais que das outras vezes. Nem vi o tempo passar! Perdi dinheiro, com certeza, com clientes batendo à porta, a me esperar. Nem liguei.

Ele disse que voltaria no dia seguinte pra ver-me, ainda mais que é seu caminho de casa; passar no centro onde atendo.

 Mas o dia passou com eu contando cada minuto. O outro dia também.

Comentei com uma colega, que percebera meu transtorno, e ela, lógico, comentou o mais provável: aproveitaram de mim.

Mas não acreditei. Continuei esperando-o.

Passadas essas duas semanas, eu encontro a mesma amiga que me vê de volta à minha simpatia costumeira (sem ver meu “eu” por dentro). E, de repente, ela pergunta do moço da Copasa, aquele da “água mole em pedra dura, tanto bate até que fura”- ironizou-me.

E respondo, fria, que eu perdi dinheiro. Porém ele perdeu uma companheira; uma companheira amorosa, dedicada, caprichosa, que largaria tudo por ele. Que daria todos os dias muito amor pra ele. Que quando ama não enxerga outro homem que não seja este.

Vanusa - Mulher, cidadã, escritora, mãe, estudante, prostituta. 

A Descoberta do Estigma

Preços dos hotéis de prostituição bh

“Esses preços sufocam às mulheres que trabalham nos hotéis”

P.Q.P., eu não sabia que virar prostituta rendesse tanto! (não falo de dinheiro)

Como rende assunto e mobilização!

É na TV, nos noticiários, nos trabalhos acadêmicos jornalísticos, médicos, farmacêuticos, psicológicos, sociológicos, de direitos civil e humanistas.

Poxa… entrar pro puteiro sem a mínima ideia do que representa penetrar no mundo aparentemente inconsequente; cujo intuito para mim era colher recursos financeiros para abastecer os armários lá de casa! Ô!

Puta merda, agora ando nas ruas e me apontam. Eu poderia não estar nem aí, porém, observando e aprendendo sobre o que é a prostituição no mundo, vejo o que há de consequência emocional, psicológica, na saúde do corpo, no cotidiano social e numa inserção ao trabalho secular.

“Ninguém nos quer”. Eu poderia dizer, depois de ver isso tudo, diante de tudo que hoje vivencio, aprendo e sinto na pele: isso é estigma. Ele existe; é radical, e deve, sim, ser estudado, discutido e debatido por cada um de nós.

Parabéns a todos que participaram do Seminário.

Vanusa - Cidadã, escritora, mãe, estudante, prostituta. 

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Acesse os infográficos:

CONDIÇÕES DE TRABALHO

DINHEIRO “FÁCIL PRA QUEM?

Lançamento da Campanha Diálogos pela Liberdade 2015 e 33 Anos de Pastoral da Mulher

No dia 16 de setembro de 2015, realizou-se o lançamento da campanha 2015 do Projeto Diálogos pela Liberdade, data em que também foi comemorado o 33º aniversário da Pastoral da Mulher de Belo Horizonte, instituição idealizadora do projeto. O lançamento  serviu para apresentar publicamente as ações planejadas para o Diálogos 2015, novamente apoiado pela Misereor, grande parceira de caminhada .

capa 33 anos pastoral

O evento contou com numerosa presença das mulheres que exercem a prostituição nos hotéis da Guaicurus, que lotaram o Espaço de Acolhida Cantinho da Paz, localizado na sede da Pastoral da Mulher. Contamos também com a presença da Sociedade Civil Casas de Educação (das Irmãs do Sagrado Coração de Maria), representadas por Iracema Soares;  Escola de Enfermagem da UFMG (representadas por quatro das estudantes que desenvolvem conosco as Oficinas de saúde) e representantes da APROSMIG – Associação das Prostitutas de Minas Gerais.

Foram apresentados o conceito e os instrumentos de comunicação elaborados, tais como a revista em quadrinhos intitulada “As garotas do hotel”, os cartazes e panfletos que visam conscientizar os clientes e a sociedade em geral contra o preconceito, e também vêm reforçar a necessidade de atenção à saúde das mulheres, chamando-as ao empoderamento pela vida.

Foram apresentados, em primeira mão, os vídeos de sensibilização produzidos para serem veiculados via internet, focando principalmente as redes sociais. Uma equipe de atrizes e atores, diretores de cena, produtores, dentre outros profissionais se mobilizaram e abraçaram a causa como voluntários. Essa união resultou em um belíssimo trabalho audiovisual.

Dois vídeos mostram parte do preconceito vivenciado pelas mulheres que exercem prostituição. Em suas vidas sociais, fora do ambiente dos programas, elas precisam lidar com a discriminação, com o assédio, com o estigma. Os vídeos serão oficialmente lançados no dia 24 de setembro, no Seminário A Prostituição: uma abordagem desde os Direitos Humanos, a realizar-se na Escola de Direito Dom Helder Câmara.

Após exibição dos vídeos, abriu-se a roda para comentários e ficou clara a identificação das mulheres com as cenas propostas, ratificando ainda mais a base de informações utilizadas para criação do roteiro. Tudo entrou em sintonia! As atrizes captaram a essência, a produção atentou para cada detalhe, o cuidado com a fotografia e com o conteúdo foram extremamente importantes para que tudo saísse perfeito. Nada seria possível sem o apoio de todas as pessoas envolvidas.

Em um segundo momento,   ocorreu a  memória e  ação de graças pelos 33 anos de vida da Pastoral. Uma das fundadoras da instituição,  Ir. Ivoni Grando, do Instituto das Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor, trouxe à tona a história da Pastoral, que começou no bairro do Bonfim em 1982 (Belo Horizonte). Ao fazer uma síntese histórica,  ela lembrou das irmãs, voluntári@s e mulheres que foram passando ao longo dos anos pela Pastoral, em um emocionante relato.  Em seguida, Ir. Pilar Laria declamou um poema em homenagem a este dia.  As outras irmãs oblatas que também compõem a atual equipe da Pastoral (Ir. Leonira Camattta,  Ir. Amélia Cesconato  e Ir. Evelyn Caroline), ajudaram no bom desenvolvimento da celebração. Todas,  com sua generosa entrega à causa da mulher em situação de prostituição, junto com outras irmãs que também ajudaram a construir a caminhada da entidade, fizeram e fazem possível manter a missão e a esperança que sustenta a Pastoral da Mulher e todos os Projetos Oblatas. Juntamente com elas, esteve presente nossa engajada equipe de profissionais voluntários que colaboram para a realização do evento.
A festa seguiu acompanhada de muita música interpretada por Iracema (Rede Sagrado-REAJE), bolo de aniversário e partilha.

O projeto Diálogos pela Liberdade teve início em 2014, ano em que focou o Tráfico de pessoas, em especial o Tráfico de Mulheres para fins de exploração sexual. Na época, foi realizado um Congresso Internacional na sede da OAB/MG e também um Cine-Diálogos, com apoio da Escola de Direito Dom Helder Câmara.

Neste ano, o projeto aborda diretamente a missão da Pastoral da Mulher, que busca condições para a defesa das garotas de programa, dando-lhes suporte na defesa da vida, da liberdade, da segurança pessoal, da proteção contra a violência, da proteção da igualdade perante a lei, da liberdade de expressão e da não discriminação.

O projeto visa atuar em dois âmbitos diferenciados e, ao mesmo tempo, inter-relacionados:
  • Enfrentamento do estigma e sensibilização social para diminuir o preconceito e a discriminação sofrida pelas prostitutas.
  • A promoção dos direitos humanos dessas mulheres focando seu empoderamento.

Evento em BH defende fim de preconceito contra as prostitutas

Título: EditorialSub título: Revista EncontroMatéria: ENC143NEG_favela_250313_SGDescrição: Personagem: Cida Vieira, presidente da Associação das Prostitutas de Minas GeraisLocal: Rua Guaicurus, 648, CentroContato:  Cida Vieira -  9723-8325 ou 3201-1799Data: 25/03 às 10hJornalista: Pabline FelixFotógrafo: Samuel Gê

Título: EditorialSub título: Revista EncontroMatéria: ENC143NEG_favela_250313_SGDescrição: Personagem: Cida Vieira, presidente da Associação das Prostitutas de Minas GeraisLocal: Rua Guaicurus, 648, CentroContato: Cida Vieira – 9723-8325 ou 3201-1799Data: 25/03 às 10hJornalista: Pabline FelixFotógrafo: Samuel Gê

Prostitutas receberam orientação jurídica sobre problemas familiares, agressões e questões ligadas ao projeto de lei que legaliza a atividade.

Com shows musicais, vacinação, grafite e orientação jurídica e psicossocial, prostitutas de Belo Horizonte comemoraram ontem, pelo terceiro ano seguido, o Puta Day. “É mais um dia de luta, de quebra de preconceitos”, afirma a presidente da Associação das Prostitutas de Minas Gerais (Aspromig), Cida Vieira.

No evento, realizado no Shopping Uai, no centro, as prostitutas receberam orientação jurídica sobre problemas familiares, agressões e questões ligadas ao projeto de lei que legaliza a atividade, apresentado pelo deputado federal Jean Wyllys (PSOL).

“Acho muito difícil que esse texto seja aprovado. Esse é o Congresso mais reacionário de todos os tempos”, lamentou o advogado Orlando Januário, integrante da Associação dos Amigos da Rua Guaicurus que atende voluntariamente a classe.

Via Pastoral da Mulher – Fonte: O Tempo