Assédio no metrô – Garota, não se deixe intimidar!

O Projeto Diálogos pela Liberdade produziu o vídeo-animação “Assédio no metrô”, que aborda a realidade vivenciada cotidianamente pelas mulheres.  Com a missão de promover a cidadania e a autonomia das mulheres que exercem a prostituição,  a proposta é trazer à tona violações de direitos comuns a todas as mulheres, mas que se agravam quando estas são desqualificadas como pessoas por conta de suas atividades, sendo ainda mais expostas à violência.

Quando se trata de uma garota de programa, o assédio, o sentido de poder e o abuso podem piorar, sendo caracterizados como algo normal. Depoimentos de mulheres atendidas pelo projeto demonstram que a violência passa a ser considerada pela sociedade como algo natural e resultado de seu papel social. Ou seja, a culpa é sempre da mulher que se colocou naquela situação e seus direitos humanos são deixados de lado.

Denúncias desconsideradas, direitos violados, ameaças e assédio fora do local de prostituição foram relatados. A produção do roteiro deste vídeo  tem como inspiração experiências e histórias das próprias mulheres atendidas pelo projeto. Com o objetivo de enfrentar o preconceito, a violência e a desigualdade de gênero, Diálogos pela Liberdade traz questionamentos e convida a refletir. A sensibilização não é algo fácil, assim como a vida dessas mulheres também não é. Faz-se necessário dialogar, denunciar e empoderar as mulheres para que possamos construir um mundo mais justo.

“Toda mulher tem o direito de não sofrer discriminação. Todo ser humano tem direitos, mas sabemos que esses não têm sido respeitados, que tem muita violação de direito no Brasil, e principalmente quando se trata de mulher. Por termos nascido num país machista e preconceituoso, a violação dos direitos humanos tem base em uma cultura hipócrita. Mas se a gente se calar, isso nunca vai mudar. Precisamos ter ousadia  e dizer: sou mulher e mereço respeito, sou uma cidadã e tenho direitos.” 

(Rosa Maria – Mulher atendida pelo

Projeto Diálogos pela Liberdade)

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O projeto

O Projeto Diálogos pela Liberdade é uma iniciativa da Rede Oblata, que trabalha a problemática que afeta diretamente as mulheres que exercem a prostituição. O projeto visa conscientizar sobre o estigma sofrido pelas garotas de programa, trabalhalhando temas como desigualdade de gênero, empoderamento, cidadania, vulnerabilidade social e violações de direitos.

Ofere rodas de conversa, atendimento psicológico, terapias holísticas, cursos de capacitação, orientação e encaminhamento para redes socioassistenciais.

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VÍDEO
Coordenação: 
Diálogos pela Liberdade
Roteiro e Direção Criativa: 
Conectidea - Comunicação & Articulação social
Ilustração/Animação: 
estúdio Black Ink
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Diálogos pela Liberdade divulga a 2ª edição da Revista Garotas do Hotel

Revista Garotas do Hotel 2

Em 2016, foi lançada a 2ª edição da revista em quadrinhos GAROTAS DO HOTEL, material informativo e de sensibilização que tem como tema e público as garotas de programa que atuam nos hotéis da Zona de prostituição da Guaicurus, localizada em Belo Horizonte.

O Projeto Diálogos pela Liberdade é uma iniciativa da Rede Oblata, que trabalha a problemática que afeta diretamente as mulheres que exercem a prostituição. O projeto visa conscientizar sobre o estigma sofrido pelas garotas de programa, trabalhalhando temas como desigualdade de gênero, empoderamento, cidadania, vulnerabilidade social e violações de direitos. A revista é instrumento criativo de aproximação e informação sobre saúde, direitos humanos e temas relacionados às mulheres.

A produção da revista tem como inspiração experiências e histórias das próprias mulheres atendidas pelo projeto, que têm acesso a rodas de conversa, atendimento psicológico, terapias holísticas, cursos de capacitação, orientação e encaminhamento social. Em março de 2017, será lançada a 3ª edição que tocará em outros assuntos trazidos pelo grupo Filhas da Luta, formado por garotas de programa que debatem sobre seus direitos, sonhos, tristezas e perspectivas.

Acesse a revista no link abaixo:

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Coordenação: @dialogospelaliberdade 

Roteiro e Direção Criativa: @conectidea 

Ilustração: @BlackInk.Cursos

Diálogos pela Liberdade convida para o lançamento do documentário “O que a vida fez da gente e o que a gente fez da vida”

Convite - Lançamento documentario

A Pastoral de BH vai fazer o lançamento oficial do documentário “O que a vida fez da gente e o que a gente fez da vida“. Este filme foi produzido em 2014, dentro do Projeto “Diálogos pela liberdade”, coordenado pela Pastoral da Mulher de BH, unidade oblata em Minas Gerais. Aborda a trajetória de mulheres guerreiras que exerceram ou exercem a prostituição.  O evento acontecerá o próximo dia 14 de junho, às 20:30h, no Espaço Centoequatro, no Centro da capital belo-horizontina.

“O que a vida fez da gente e o que a gente fez da vida”  é um vídeo-documentário sobre a problemática da prostituição e  sua influência na vida de mulheres atendidas pela instituição, bem como sua relação com a exploração sexual. Também é tratado o fenômeno do tráfico de seres humanos. O objetivo é entender a vulnerabilidade social, cultural e econômica como fator influenciador no desenvolvimento das formas de exploração, abordando também as possibilidades de enfrentamento e sensibilização. Por meio das histórias de vida das entrevistadas, que estão (ou já estiveram) no exercício da prostituição, busca-se revelar o outro lado além de estereótipos, preconceitos e julgamentos, as saídas encontradas e o reflexo da prostituição em suas vidas.

O filme foi legendado em espanhol e inglês, com a finalidade de que possa ser de utilidade para o conjunto de Projetos Oblatas espalhados por mais de 16 países.

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Após a exibição, haverá uma mesa redonda com o tema  “Violação de direitos humanos e estigma na prostituição feminina”, com a participação de Regina Medeiros, Nélio Souto, Isabel C. Brandão e Fernanda Soares.

Convidad@s:

Isabel C. Brandão –   Psicóloga, com Pós-Graduação em Análise Institucional, Esquizoanálise e Esquizodrama. Trabalha desde 2008 na Pastoral da Mulher.

Nelio Souto – Jornalista e Cineasta, diretor do documentário.

Regina Medeiros – Doutora em Antropologia Social e cultural pela Universitat Rovira i Virgili em Espanha.  Sua tese: “Hablan las putas: sobre prácticas sexuales preservativos y Sida en el mundo de la prostitución”.Professora do Departamento de Ciências Sociais da PUC Minas.

Fernanda Soares – Relações Públicas especialista em Mídias Sociais, diretora-fundadora da Conectidea – Comunicação e Articulação Social, co-roteirista do documentário e ativista pelos direitos humanos.

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Pastoral da Mulher
Av.Santos Dumont nº 664 sala 327 
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Contato: comunicaapmm@gmail.com - apmmbh@yahoo.com.br Tel: 3272-7349
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Belo Horizonte | MG | 30.160-000
Telefone: (31) 3222-6457

Diálogos na TV Assembleia aborda o tema “Violência contra prostitutas”

Diálogos na TV Assembleia

Panorama , programa da TV Assembleia,  abordou o tema “Violência contra prostitutas”  nesta quarta-feira (23), às 8h30h. Quem não assistiu, poderá conferir a reprise do programa às 19h30h e à 1h de quinta-feira (24).

A psicóloga Isabel C. Brandão, do projeto Diálogos pela Liberdade,  e o sociólogo Vitor Lopes Costa, foram convidados para debater e analisar a problemática.

As profissionais do sexo convivem diariamente com agressões físicas, psicológicas e sexuais. Uma dura realidade que permanece invisível para a sociedade brasileira. Um levantamento feito pela Pastoral da Mulher de Belo Horizonte (idealizadora do Diálogos pela Liberdade) aponta que, apenas na região central da cidade, são cerca de 3 mil prostitutas trabalhando em 24 hotéis. Há também as mulheres que trabalham nas ruas e que estão ainda mais vulneráveis a assaltos, agressões e preconceitos.

O programa Panorama analisou este cenário, avaliou ações e políticas públicas que poderiam garantir mais segurança às mulheres que trabalham na prostituição.

Confira:http://www.almg.gov.br/acompanhe/noticias/arquivos/2016/03/22_release_tv_assembleia_panorama.html

Diálogos marca presença no Ciclo de Debates da ALMG – Mulheres contra a Violência: Autonomia, Reconhecimento e Participação

Diálogos pela Liberdade na ALMGA Equipe da Pastoral da Mulher de BH, Unidade Oblata em Minas Gerais, participou do Ciclo de Debates “Dia Internacional da Mulher – Mulheres contra a Violência: Autonomia, Reconhecimento e Participação”, na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). O evento faz parte das reflexões propostas pelo Legislativo mineiro a partir do Dia Internacional da Mulher  (8 de março) para abordar os tipos de violência contra a mulher, que vão além da agressão física.

Dentre os objetivos do evento, destaca-se a discussão acerca das diversas situações de violência que as mulheres enfrentam no dia a dia, com foco em questões relativas à raça, orientação sexual, faixa etária, situação de privação de liberdade, mulheres deficientes,  mulheres do campo e da floresta,  quilombolas e às profissionais do sexo. Foi abordada também a importância da desconstrução do machismo na sociedade brasileira para o enfrentamento da violência contra a mulher. A deputada Marília Campos (PT), que acompanhou e participou ativamente neste Ciclo de debates, ressaltou a campanha #NãoSeCale, adotada neste ano para convocar as mulheres à mobilização.

Os debates da manhã, coordenados pela deputada Geisa Teixeira (PT),  abordaram as questões de gênero nas escolas,  violência contra lésbicas, bissexuais e transexuais (LGBT) e a violência contra prostitutas.

A subsecretária de Estado de Informação e Tecnologias Educacionais, Júnia Sales Pereira, falou sobre a violência e as questões de gênero nas escolas. Insistiu em não banalizar este fenômeno, dando o máximo apoio às vitimas para lutar contra  a invisibilidade, registrando estes fatos, já que a violência contra a mulher foi silenciada historicamente e socialmente.

A representante, em Minas Gerais, da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), Anyky Lima, explicou que  a violência contra este grupo social é constante, pois sofrem agressão nas ruas, são humilhadas, roubadas e muitas são assassinadas.

A psicóloga da Pastoral da Mulher de Belo Horizonte, Isabel C. Brandao, participou do Painel “Violência contra as prostitutas”, contextualizando a problemática e expondo como o estigma que sofre a mulher que exerce a prostituição é fonte de todo tipo de violência.  Posteriormente, pudemos assistir ao vídeo Batom com preconceito – Comparando as putas com a gente? produzido pelo Projeto Diálogos pela Liberdade (promovido pela Pastoral  da Mulher de BH) . Neste vídeo de sensibilização apresenta-se um conflito cotidiano vivenciado pelas profissionais do sexo: a ocultação da atividade para manter-se preservada diante do olhar que julga e condena.

Na continuação do debate,  Maria Aparecida Menezes Vieira, coordenadora-geral da Associação das Prostitutas de Minas Gerais, abordou o tema. Para ela, a violência cometida contra as garotas e garotos de programa é invisível para a população. Ela reclamou dos órgãos públicos, e em particular os de direitos humanos, que têm dificuldade para abraçar a causa das prostitutas. Insistiu dizendo que a dificuldade procede de uma sociedade conservadora e preconceituosa, o que torna a questão mais moral e religiosa, do que social ou jurídica.

Jornal Grito Mulher aborda estigma e violações de direitos humanos das prostitutas

Esta edição do Grito Mulher pretende suscitar o debate sobre a situação das mulheres que exercem a prostituição, o estigma e as violações de direitos humanos que lhes afetam particularmente (como violência, falta de condições mínimas de higiene, insalubridade dos locais de prostituição, exploração econômica e a falta de proteção frente a determinados clientes e donos desses locais). Para além da velha e ultrapassada discussão entre abolicionistas e regulamentaristas, pretendemos promover a reflexão a partir de novas perspectivas, surgidas dos relatos e demandas apresentadas pelas próprias mulheres que estão nesse meio. Buscamos também motivar a discussão sobre quais são as medidas mais eficazes para seu empoderamento e para sua proteção social e jurídica. A experiências destes anos no acompanhamento de mulheres em situação de prostitui- ção nos ensinou que não serve qualquer medida abolicionista nem qualquer tipo de regulamenta- ção. O enfrentamento da vulnerabilidade e a discriminação que sofrem nos exige “sair da caixinha”, pensar diferente, determinar caminhos alternativos, em colaboração com outras entidades e movimentos sociais e com as próprias associações de prostitutas que lutam para melhorar suas condições de vida.

Blitz da Saúde com apoio da APROSMIG e Escola de Enfermagem do Uni-Bh

Em parceria com a Escola de Enfermagem da UNI-BH, a Pastoral da Mulher de BH (Unidade Oblata em MG) realizou uma blitz da saúde. No local foram oferecidas vacinas, exames de glicemia e, verificação de pressão arterial, orientações sobre cuidados com a saúde, informações sobre autoexame de mama e sobre Papanicolau. A colaboração com APROSMIG permitiu uma boa divulgação deste evento entre as profissionais do sexo de Belo Horizonte.
O projeto Diálogos pela Liberdade (coordenado pela Pastoral da Mulher), atuante na proposta de defesa dos direitos humanos das garotas de programa, ofereceu também vacinação contra a gripe,  hepatite B, febre amarela, dupla adulto (previne contra tétanos e difteria) e triviral (previne contra sarampo, rubéola e caxumba). Ao mesmo tempo, em outra sala, foi oferecido massagem relaxante  e esfoliação corporal.  Todas as participantes receberam  um Kit lanche saudável.
A Blitz da Saúde, realizada pela Pastoral no Dia Internacional da Prostituta,  colocou à disposição das mulheres que “batalham”  no hipercentro de Belo Horizonte, diversos atendimentos, possibilitando a todas a realização de alguns exames que podem auxiliar no acompanhamento da saúde de uma forma em geral. Todas as atividades são gratuitas.
Aproximadamente 100 mulheres passaram pelas dependências da Pastoral e conferiram os serviços disponibilizados, realizando  teste de glicemia e glicose, orientações sobre prevenção de DST e recebendo as vacinas disponibilizadas para elas pela Escola de Enfermagem da UNI-BH.
O evento também serviu para apresentar uma nova cartilha de saúde elaborada pelos Alunos da Escola de Enfermagem da UFMG, acompanhados pela professora Eliana Villa.
Queremos agradecer a todas as mulheres que  atenderam ao nosso chamado, comparecendo  na sede da Pastoral. Afinal, nosso objetivo foi oferecer a todas elas a oportunidades de realizar exames importantes, que auxiliam nos cuidados básicos com a saúde. Esta foi uma das muitas ações que realizamos, dentro do Projeto Diálogos pela Liberdade, procurando melhorar as condições de vida  das mulheres que exercem a prostituição, promovendo sua saúde, cidadania e direitos. 

Mulheres da Pastoral de BH na Conferência Municipal de Saúde

A Pastoral da Mulher (Unidade Oblata em MG), incentivando a participação e o protagonismo das mulheres nos espaços de decisão política e de controle social,  promoveu a intervenção de Vanusa Lúcia na 13ª Conferência Local de Saúde.

A 13ª  Conferência Local de Saúde do Conselho de Saúde do Centro de Saúde Carlos Chagas -Distrito  Centro-Sul- Prefeitura de BH aconteceu o  passado  21 de maio. As Conferências de Saúde são espaços democráticos de construção da política de Saúde, portanto é o local onde o povo manifesta, orienta e decide os rumos da saúde em cada esfera. Mais que um instrumento legal de participação popular, a Conferência significa o compromisso do gestor público com as mudanças no sistema de saúde e tem por objetivo: avaliar e propor diretrizes da política para o setor saúde; discutir temas específicos para propor novas diretrizes da política de saúde; escolher delegados para as Conferências Estaduais e Nacionais, quando for o caso.

Vanusa, representando as mulheres da  Pastoral da Mulher de BH, participou ativamente nesta Conferência. Transcrevemos aqui o testemunho da sua experiência neste evento

“Saúde Pública de Qualidade para Cuidar Bem das Pessoas: Direito do Povo Brasileiro”

Fui convidada pelo Centro de Saúde Carlos Chagas, onde sou usuária, a participar deste, e apoiada pela Pastoral da Mulher, onde frequento, que me convenceu.

Me sentindo amparada; preparam minha autoestima frágil de ex-prostituta que sou, a sentir-me incluída e sem restrições para esse feito.

Na participação fiquei encantada e me senti motivada a falar do necessário na conferência por perceber ambiente incentivador de direitos. Reunião procedida por profissionais visivelmente preocupados com o bem-estar social.

O ambiente para a discussão causava “gosto” de se apreciar e de se expressar. Nela pude colocar pontos de vistas de minha experiência de vida.

Na conferência aprendi como é bom participar, como podemos exercer cidadania e, também como, sendo incluída, principalmente entre pessoas de bem, aprende-se a ser pessoa de bem, e em coletividade.

Muito agradecida, fico emocionada, em dizer que acreditaram na minha capacidade, delegando-me representar nosso UBS, como uma das Delegadas Usuárias. Respondo que creio em Deus ser útil e disposta para tal prestação.

 Com toda esperança do melhor resultado; e satisfação ímpar, mais uma vez agradeço.

 Vanusa Lúcia Teixeira

A Conferência Nacional  de Saúde

“Saúde Pública de qualidade para cuidar bem das pessoas”. A máxima da 15ª Conferência Nacional e da 13ª Conferência Municipal de saúde tem como objetivo avaliar a situação da saúde, propor condições de acesso, definir diretrizes para as políticas públicas e fortalecer o controle social no SUS. Tendo a participação popular como elemento fundamental no processo de construção dos serviços de saúde, as etapas que precedem a 15ª Conferência Nacional de Saúde, prevista para Novembro, em Brasília, estão sendo  realizadas no decorrer deste ano.

Em Belo Horizonte, as etapas locais, que acontecem nas Unidades Básicas de Saúde já em Maio. Já as etapas distritais acontecerão durante o mês de Junho, antecedendo a etapa Municipal prevista para julho. Antes da Etapa Nacional, ainda procederá a Etapa estadual, entre Julho e Setembro.

O eixo temático da conferência será “Direito do Povo Brasileiro”. O evento, considerado o maior na área da saúde brasileira já obteve diversas conquistas na saúde com este processo de participação, como a criação do próprio Sistema Único de Saúde (SUS), que teve as diretrizes aprovadas, em 1986, durante a 8ª Conferência Nacional de Saúde. Todo o processo de fortalecimento da atenção básica, melhoria do acesso a insumos e medicamentos, qualificação da atenção psicossocial, aprimoramento do acesso à população por meio da implantação das redes de atenção, também são fruto das discussões realizadas nas conferências.