Diálogos pela Liberdade divulga a 2ª edição da Revista Garotas do Hotel

Revista Garotas do Hotel 2

Em 2016, foi lançada a 2ª edição da revista em quadrinhos GAROTAS DO HOTEL, material informativo e de sensibilização que tem como tema e público as garotas de programa que atuam nos hotéis da Zona de prostituição da Guaicurus, localizada em Belo Horizonte.

O Projeto Diálogos pela Liberdade é uma iniciativa da Rede Oblata, que trabalha a problemática que afeta diretamente as mulheres que exercem a prostituição. O projeto visa conscientizar sobre o estigma sofrido pelas garotas de programa, trabalhalhando temas como desigualdade de gênero, empoderamento, cidadania, vulnerabilidade social e violações de direitos. A revista é instrumento criativo de aproximação e informação sobre saúde, direitos humanos e temas relacionados às mulheres.

A produção da revista tem como inspiração experiências e histórias das próprias mulheres atendidas pelo projeto, que têm acesso a rodas de conversa, atendimento psicológico, terapias holísticas, cursos de capacitação, orientação e encaminhamento social. Em março de 2017, será lançada a 3ª edição que tocará em outros assuntos trazidos pelo grupo Filhas da Luta, formado por garotas de programa que debatem sobre seus direitos, sonhos, tristezas e perspectivas.

Acesse a revista no link abaixo:

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Coordenação: @dialogospelaliberdade 

Roteiro e Direção Criativa: @conectidea 

Ilustração: @BlackInk.Cursos

Espetáculo vai retratar o cotidiano da rua Guaicurus em novembro

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Foto: Fernando Badharófoto / O Tempo

Espetáculo “Rua das Camélias”, que retrata o cotidiano da rua Guaicurus, uma das maiores zonas de prostituição do Brasil, estreia em novembro no Hotel Imperial Palace, na rua Guaicurus. Para viabilizar o projeto, a Companhia Vórtica lançou uma campanha de financiamento coletivo, disponível no link: http://variavel5.com.br/projetos/ruadascamelias Continuar lendo

O Projeto Oblata “Diálogos pela Liberdade” no Grito dos Excluídos

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O evento contou com uma nutrida presença de integrantes do Projeto Oblata Diálogos pela Liberdade, que levaram os gritos em contra do machismo, a cultura do estupro e o preconceito contra as mulheres que exercem a prostituição assim como demandas em favor de politicas para as mulheres. Continuar lendo

Hildas de hoje – Reportagem do Estado de Minas revela prostitutas da Zona Guaicurus

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Flavia Ayer e Luciane Evans (textos) e Fred Bottrel (vídeo e fotos)

“Belo Horizonte soube primeiro, o Brasil demorou para descobrir. Nunca houve uma mulher como Hilda. Há 25 anos, o jornalista e escritor Roberto Drummond (1933-2002) mergulhou em universo de desejo e saiu de lá com uma personagem envolta em nuvem de mistério e sensualidade. Em abril de 1991, Drummond concluiu seu mais famoso romance. Pelas palavras do escritor e depois pelas imagens da TV,o país se encantou por Hilda Furacão. Na ficção e na realidade.

A personagem, inspirada em Hilda Maia Valentim, foi desejada por pobres, ricos, santosepecadores. Conhecida na classe média alta belo-horizontina, ela desnorteou a tradicional família mineira ao se tornar a prostituta mais famosa da Rua Guaicurus, nos anos 1960. Chegou na zona boêmia em 1º de abril de 1959 para se hospedar no quarto 304 do Maravilhoso Hotel e por lá ficou até 1º de abril de 1964. Por duas vezes, no dia da mentira. Coincidência ou destino
Embora pareça obra da ficção, a verdade é que Hilda nunca se foi.

Vinte e cinco anos depois do lançamento do livro Hilda Furacão, o Estado de Minas seguiu os passos de Roberto Drummond e retornou à Rua Guaicurus atrás das mulheres que, décadas depois da garota do maiô dourado, continuam a satisfazer os desejos dos homens. Por dois meses, a reportagem frequentou os hotéis da zona boêmia. Lá, como no romance, a imaginação e a realidade se confundem.

Já não há mais glamour, muito longe disso. Mas a Guaicurus resiste ao tempo e mostra que a narrativa ficcional se mantém viva na atualidade. Atravessa, por gerações, a vida de mulheres de carne e osso. Hilda está na personalidade forte de Susi, que largou a vida com os pais na Pampulha para morar no Novo Hotel, o antigo Maravilhoso. A voz de Hilda ressoa na fala de Thamires, que não determina a linha que divide o real do fantasioso.”

Acesse o material AQUI – Estado de Minas

Expediente

  • Reportagem: Flávia Ayer, Fred Bottrel e Luciane Evans
  • Vídeos e fotos: Fred Bottrel
  • Estagiários de multimídia: Breno Ribeiro e Thiago Fonseca
  • Edição de textos: Rafael Alves
  • Edição de arte: Júlio Moreira
  • Editora-executiva: Renata Neves
  • Diretor de redação: Carlos Marcelo Carvalho

Luta legal

A prostituição não é ilegal no Brasil. Porém, há mais de 10 anos essas mulheres estão na luta para tentar regulamentar a profissão. Atualmente, está na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 4.211/2012, denominado “Lei Gabriela Leite” e proposto pelo deputado Jean Willys (Psol/RJ), que pretende não só desmarginalizar a profissão, como também permitir aos profissionais do sexo o acesso à rede de saúde pública, aos benefícios trabalhistas, à segurança pública e à dignidade humana. Com isso, acredita-se que a regularização seria um instrumento no combate à exploração sexual, ao possibilitar a fiscalização e o controle do Estado sobre o serviço.

ASPROMIG divulga projeto de Museu do Sexo e seleciona residentes para criação de obras

Reprodução imagem fan page aprosmigA APROSMIG está selecionando residentes para o Museu 𝐃𝐀𝐒 𝐏𝐔𝐓𝐀𝐒! , que tem como objetivo a produção de obras com a temática do sexo, a partir das experiências e vivências das prostitutas.

Segundo a associação, os residentes serão os responsáveis pela produção das obras e ficarão um mês imersos nos hotéis da Rua Guaicurus – BH/MG, um dos maiores complexos de prostituição do Brasil.

As inscrições vão até o dia 17 de agosto de 2016.

Podem se inscrever para a residência prostitutas, artistas, pesquisadores, entre outros profissionais. O Museu do Sexo das Putas possui caráter interdisciplinar e, por isso, a variedade de formações será contemplada na escolha dos residentes. Será selecionado pelo menos um residente de cada região do país. É necessário ter disponibilidade para ficar o mês de setembro imerso nos quartos de hotéis. Cada residente receberá a remuneração de R$ 3mil.

Acesse  o edital  AQUI.

Fonte: ASPROMIG 

Sucesso no lançamento do documentário “O que a vida fez da gente e o que a gente fez da vida” – Um filme do projeto Diálogos pela Liberdade

Nesta terça-feira (14), aconteceu no Espaço CentoeQuatro uma comovente conversa sobre “O que a vida fez da gente e o que a gente fez da vida” ,  um documentário sobre a problemática da prostituição e  sua influência na vida de mulheres que a exercem, bem como sua relação com a exploração sexual. Além desses temas, também são reconhecidos dentro das histórias contadas, trajetórias que abordam o tráfico de pessoas e servidão doméstica. Este filme, realizado com o apoio do Ministério da Justiça e UNODC, foi desenvolvido dentro do Projeto Diálogos pela Liberdade, coordenado pela Pastoral da Mulher de Belo Horizonte, unidade do Instituto Oblata em Minas Gerais.

Lançamento documentário - Diálogos pela liberdade

O projeto  foi criado para levar informação à população, fomentando a sensibilização contra a desigualdade e a violência de gênero, a fim de enfrentar o preconceito e discriminação que recaem sobre as mulheres que estão em situação de prostituição.

O objetivo do documentário é entender a vulnerabilidade social, cultural e econômica como fator influenciador no desenvolvimento das formas de exploração, abordando também as possibilidades de enfrentamento. Por meio das histórias de vida das entrevistadas, que estão (ou já estiveram) no exercício da prostituição, busca-se revelar o outro lado além de estereótipos, preconceitos e julgamentos, as saídas encontradas e o reflexo da prostituição em suas vidas.

A exibição do documentário produzido pelo diretor convidado, Nélio Souto, foi seguida de um debate com os espectadores que compareceram ao Cine 104 para prestigiar o trabalho. O debate contou com a presença de Isabel C. Brandão (psicóloga na Pastoral da Mulher), Nélio Souto (jornalista e diretor do documentário), Jose Manuel Uriol (coordenador do Projeto Diálogos pela Liberdade e da Pastoral da Mulher), Fernanda Soares (Relações Públicas, ativista pelos direitos humanos e co-roteirista do documentário) e Regina Medeiros (Doutora em Antropologia Social e cultural e professora do Departamento de Ciências Sociais da PUC Minas).

O público trouxe diversos comentários e questionamentos que enriqueceram o evento e possibilitaram a exposição do processo de criação do documentário, um antigo projeto da instituição Oblata que se tornou realidade. Uma das mulheres que protagonizou o filme com seu o depoimento, assim como outras colegas acompanhadas pela Pastoral,  interviram e participaram ativamente do debate. Esperamos que este material sirva para sensibilizar e gerar empatia sobre a realidade da prostituição em toda a sua amplitude e complexidade, revelando a face humana e as consequências do estigma na vida de mulheres que, como todos nós, lutam por melhores condições de vida.

O debate sobre “Violação de direitos humanos e estigma na prostituição feminina” foi transmitido ao vivo. Assista aqui.

Diálogos pela Liberdade convida para o lançamento do documentário “O que a vida fez da gente e o que a gente fez da vida”

Convite - Lançamento documentario

A Pastoral de BH vai fazer o lançamento oficial do documentário “O que a vida fez da gente e o que a gente fez da vida“. Este filme foi produzido em 2014, dentro do Projeto “Diálogos pela liberdade”, coordenado pela Pastoral da Mulher de BH, unidade oblata em Minas Gerais. Aborda a trajetória de mulheres guerreiras que exerceram ou exercem a prostituição.  O evento acontecerá o próximo dia 14 de junho, às 20:30h, no Espaço Centoequatro, no Centro da capital belo-horizontina.

“O que a vida fez da gente e o que a gente fez da vida”  é um vídeo-documentário sobre a problemática da prostituição e  sua influência na vida de mulheres atendidas pela instituição, bem como sua relação com a exploração sexual. Também é tratado o fenômeno do tráfico de seres humanos. O objetivo é entender a vulnerabilidade social, cultural e econômica como fator influenciador no desenvolvimento das formas de exploração, abordando também as possibilidades de enfrentamento e sensibilização. Por meio das histórias de vida das entrevistadas, que estão (ou já estiveram) no exercício da prostituição, busca-se revelar o outro lado além de estereótipos, preconceitos e julgamentos, as saídas encontradas e o reflexo da prostituição em suas vidas.

O filme foi legendado em espanhol e inglês, com a finalidade de que possa ser de utilidade para o conjunto de Projetos Oblatas espalhados por mais de 16 países.

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Após a exibição, haverá uma mesa redonda com o tema  “Violação de direitos humanos e estigma na prostituição feminina”, com a participação de Regina Medeiros, Nélio Souto, Isabel C. Brandão e Fernanda Soares.

Convidad@s:

Isabel C. Brandão –   Psicóloga, com Pós-Graduação em Análise Institucional, Esquizoanálise e Esquizodrama. Trabalha desde 2008 na Pastoral da Mulher.

Nelio Souto – Jornalista e Cineasta, diretor do documentário.

Regina Medeiros – Doutora em Antropologia Social e cultural pela Universitat Rovira i Virgili em Espanha.  Sua tese: “Hablan las putas: sobre prácticas sexuales preservativos y Sida en el mundo de la prostitución”.Professora do Departamento de Ciências Sociais da PUC Minas.

Fernanda Soares – Relações Públicas especialista em Mídias Sociais, diretora-fundadora da Conectidea – Comunicação e Articulação Social, co-roteirista do documentário e ativista pelos direitos humanos.

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